O livro que segundo Sigmund Freud classifica-se como “a maior obra da história” traz-nos uma surpresa atrás da outra quanto à epilepsia do personagem parricida de Dostoiévski.
Filho de uma mendiga sem juízo, Smierdiakov cresceu como criado na casa do provável pai, que nunca o reconheceu como filho. Acometido pela síndrome desde a infância, o menino apresentou inúmeras crises generalizadas, inclusive do tipo pequeno mal.
No decorrer da história, Dostoiévski faz uma curiosa comparação da possível crise de ausência de Smierdiakov com o quadro de um famoso pintor russo:

Na trama, Smierdiakov tem uma crise logo após cometer um crime, a partir daí, entra num estado de mal epiléptico:
“Deram-lhe a entender que era uma crise extraordinária, que se repetira diversas vezes, pondo em perigo a vida do doente. Agora, graças às medidas tomadas, podia-se afirmar que ele escaparia, mas talvez, acrescentou o Doutor Herzenstube, sua razão ficasse perturbada, se não para sempre, pelo menos por muito tempo.”
Essa condição levou o juri a crer que no momento do assassínio Smierdiakov já estava em crise e o fato de ser "doente" tornou-o insuspeito de ter matado o pai, culpa que cai sobre seu irmão mais velho, que é condenado injustamente em seu lugar.
Leia Mais: O Grande Mal que deu Luz a "O Idiota" De Dostoiévski: http://bit.ly/9F5CWP
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
DOSTOIÉVSKI, Fíodor; Os Irmãos Karamazov, trad. Raquel de Queiroz, JOSÉ OLYMPIO, RJ, 1962
Muito legal!
ResponderExcluirTenho este livro mas nunca tive tempo ou acabava optando por fazer outras coisas com meu tempo vago, ao invés de ler Os Irmãos Karamazov. Mas agora com este post me animei e começarei a leitura amanhã mesmo ;)
Bjão!
Estou lendo primeiro volume.
ResponderExcluirÓtimo livro! Interessante e a cada página muitas surpresas.
Não terminei ainda mas ja posso sugerir que leiam.